Na pandemia, 19,7% dos brasileiros ganharam peso, aponta estudo da USP

(Compartilhado da Revista Galileu)
Durante a pandemia, perda e ganho de peso estiveram entre as mudanças enfrentadas por uma boa parcela dos participantes de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).
Entre os mais de 14 mil adultos brasileiros acompanhados pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (Nupens), 19,7% relataram ter ganhado peso e 15,2% disseram ter perdido o equivalente a 2 ou mais kg.
Os primeiros resultados da pesquisa, denominada NutriNet Brasil, surgiram após a coleta de dados disponibilizados pelos próprios participantes em questionários online.
O primeiro período das respostas foi antes dos decretos de quarentena no Brasil: entre 26 de janeiro e 18 de março de 2020. Seis meses após o início da pandemia — entre 14 de setembro e 19 de outubro de 2020) —, foram reunidos os números atualizados pelos participantes.
De modo geral, a nutricionista e epidemiologista Caroline Costa, uma das autoras do estudo, traz o estresse causado pela pandemia como um motivo que pode ter levado a comportamentos favoráveis ao ganho de peso.
Dentre os aspectos que demonstraram maior risco para as alterações no peso corporal, tanto para o ganho quanto para a perda de peso, estão: ser jovem, do sexo masculino e ter apresentado um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 25kg/m² no início do estudo.
Na primeira etapa do estudo, os pesquisadores puderam observar que o ganho prevaleceu sobre a perda de peso dos participantes de modo geral — em pessoas de ambos os sexos, com ou sem excesso de peso anteriormente ao estudo e de todos os níveis de escolaridade e regiões do país. Somente na faixa etária entre 55 e 64 anos, a taxa de emagrecimento se sobressaiu. Mas ainda em níveis muito próximos: 14,6% relataram ter diminuído quilos na balança, enquanto 14,3% disseram ter aumentado.
Os pesquisadores seguirão analisando os dados para identificar padrões de alimentação relacionados ao risco de doenças crônicas como obesidade, diabetes e doenças cardíacas.
Até agora, são mais de 90 mil pessoas cadastradas na plataforma, que pretende alcançar 200 mil ainda em 2021. Os únicos requisitos para participar da pesquisa são residir no Brasil, ter idade mínima de 18 anos e acesso à internet.

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