Mulheres são maioria nas universidades brasileiras, mas têm mais dificuldades em encontrar emprego

Mulheres brasileiras têm 34% mais probabilidade de se formar no ensino superior do que seus pares do sexo masculino, mas também menos chances de conseguir emprego. Essa é uma das conclusões do relatório Education at Glance 2019, uma espécie de raio-X da educação divulgado na terça-feira (10/9) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, também chamada de “clube dos países ricos” e à qual o Brasil almeja entrar). O relatório traça um panorama da educação nos 36 países-membros da OCDE e em outros dez países, incluindo o Brasil – e a edição atual foca sobretudo em educação superior. “Embora a disparidade de gênero na educação favoreça as mulheres, a situação no mercado de trabalho é ao revés”, afirma o relatório, destacando que a prevalência feminina na educação superior brasileira é uma das maiores entre todos os países estudados. Enquanto 18% dos homens brasileiros de 25 a 34 anos têm ensino superior, essa porcentagem sobe para 25% entre as mulheres da mesma faixa etária (mesmo assim, muito abaixo das médias da OCDE, de 38% para homens e 51% para mulheres, segundo dados de 2018). Tal disparidade se observa em outros países e tem aumentado nas gerações mais novas. O relatório olhou também para a outra ponta – o mercado de trabalho. A conclusão é de que a empregabilidade de mulheres brasileiras de 25 a 34 anos com ensino superior é de 82% e cai para 63% entre mulheres com ensino técnico e para 45% entre mulheres sem essa capacitação. Entre homens brasileiros, esses índices são todos mais altos: a taxa de empregabilidade dos que têm ensino superior é de 89%; de 76% dos que têm ensino técnico e 76% dos que não tem nenhuma formação superior. “No Brasil especificamente, foi observado que a taxa de emprego dos homens aumenta só um pouco com maiores níveis de escolaridade. Já para mulheres, a taxa de emprego aumenta consideravelmente – podendo ser esse um incentivo maior para elas cursarem o ensino superior. Esses são alguns insights que emergem dos dados, porém não é possível identificar especificamente as causas da disparidade no Brasil. Isso requereria um estudo mais aprofundado do contexto do país,” explica à BBC News Brasil Camila de Moraes, analista de educação da OCDE no país. https://www.bbc.com/portuguese/geral-49639664 Adamo Idoeta->BBC News Brasil Direito de imagemGETTY IMAGES Enquanto 18% dos homens brasileiros de 25 a 34 anos têm ensino superior, essa porcentagem sobe para 25% entre as mulheres da mesma faixa etária

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